Antropologia da alimentação e inteligência artificial
Desafios e oportunidades
DOI:
https://doi.org/10.17398/3020-3635.2.137Palavras-chave:
Antropologia, inteligência artificial, etnografia, futuro, alimentaçãoResumo
Em apenas algumas décadas, a inteligência artificial passou de um conceito impregnado de conotações futuristas para se tornar uma ferramenta de uso cotidiano em nossas vidas. A irrupção de modelos de processamento de linguagem natural, como o ChatGPT, não apenas ajudou a romper as barreiras que tradicionalmente separavam especialistas e programadores dos usuários sem conhecimento técnico, mas também evidenciou o potencial dessas ferramentas na automação de tarefas, na resolução de problemas ou—para citar um exemplo que ganha forma à medida que pressiono as teclas do meu computador—na estruturação das ideias que devem compor o editorial de uma revista científica.
Os avanços introduzidos pela inteligência artificial parecem não ter deixado quase ninguém indiferente, especialmente no campo científico. No âmbito das Ciências Sociais, sua acessibilidade abriu portas para explorar novos eixos de investigação e, ao mesmo tempo, revisitar antigos problemas sob uma nova perspectiva. No caso da Antropologia, que se caracteriza por sua vocação holística, comparativa e situada, o debate se enriqueceu entre aqueles que questionam o deslocamento (ou substituição) que a inteligência artificial pode introduzir na análise e interpretação do material empírico—uma atividade ainda envolta em certa aura artesanal—, e aqueles que questionam abertamente seu uso, devido aos vieses puramente humanos que estão por trás do desenvolvimento dos sistemas algorítmicos.
Neste editorial, meu interesse é esboçar alguns caminhos para responder à pergunta que me foi generosamente proposta pela equipe editorial para esta nova edição da Archives on Food, Culture and Nutrition: Quais são as oportunidades e desafios da inteligência artificial no campo da Antropologia da alimentação?
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