Alimentação, natureza e paisagem
Tradição e patrimónios
DOI:
https://doi.org/10.17398/3020-3625.4.127Palavras-chave:
Natureza e Recursos Alimentares, Paisagem, Plantas Silvestres Alimentares, Tradições e PatrimóniosResumo
A alimentação e a sua relação com a natureza e a paisagem tornaram-se um tema da maior importância, presente nas actuais práticas agrícolas e alimentares, que conferem a maior importância à escassez de água, alterações climáticas e outras circunstâncias e fenómenos que ponham em causa a biodiversidade e a conservação das espécies.
A gastronomia, as tradições alimentares e a identidade local própria, que constituem património cultural, estão ligadas ao território e à paisagem, constituindo práticas e modelos duráveis de desenvolvimento local. O sentido do lugar tem, por isso, uma dimensão marcante em cada território, em função das espécies e ecossistemas que estão na natureza, meio onde se desenvolvem, o ser humano e todos os seres vivos, os animais e as plantas mais diversas. Neste contexto, para melhor conhecermos as tradições alimentares, as práticas sociais e o papel central que as plantas silvestres alimentares têm, como constituintes fundamentais da biodiversidade, é crucial o regresso à natureza, para melhor conhecê-las e conservá-las.
Neste artigo revisitam-se as práticas sociais e agrícolas que constituem a base alimentar tradicional, abordando-se as plantas silvestres alimentares nos ecossistemas mediterrânicos característicos do Sul de Portugal, Algarve e Alentejo, até uma zona interior de transição situada a norte do rio Tejo na continuidade das paisagens do Sul, o concelho de Idanha-a-Nova.
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