O sistema conasupo-coplamar
Alimentação, fome e pobreza no méxico, 1977–1983
DOI:
https://doi.org/10.17398/3020-3635.4.63Palavras-chave:
Conasupo, Coplamar, Fome, Política alimentar, Pobreza, AbastecimientoResumo
O México possui uma ampla trajetória de políticas públicas orientadas ao combate à pobreza e à marginalização social por meio de programas de desenvolvimento rural e alimentar, desde os primeiros comitês de abastecimento de trigo e milho até as estratégias atuais como Alimentação para o Bem-Estar (2025). Esses esforços integram uma história pouco explorada sobre o abastecimento de alimentos no país, levada a cabo pelos diferentes governos, vinculada ao ideal de bem-estar social por meio da nutrição adequada e do acesso a produtos básicos. A criação de tais políticas não foi um processo espontâneo, mas o resultado de uma interação entre as necessidades nacionais e as recomendações de organismos internacionais, especialmente a FAO. Em 1977, essa organização alertou sobre os níveis globais de fome e desnutrição, impulsionando os países subdesenvolvidos a adotar medidas de autossuficiência alimentar. Em resposta, o governo mexicano criou o Sistema Consasupo-Coplamar (1977-1983), uma política pública de abastecimento para zonas marginalizadas que articulou os esforços de ambas as entidades para distribuir alimentos básicos e organizar as comunidades rurais. Este artigo analisa referido sistema como uma das políticas alimentares mais relevantes do Estado mexicano na segunda metade do século XX, confrontando seu discurso de acesso equitativo a uma dieta saudável com a realidade da administração da fome e da pobreza nos territórios indígenas e camponeses. Por meio da análise de imprensa e documentos oficiais, reconstrói-se sua implementação, suas diretrizes institucionais e seus impactos sociais e territoriais.
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