Mitos alimentares do passado e "mitos" alimentares do presente
Da garantia de meios de subsistência às preocupações com a saúde
DOI:
https://doi.org/10.17398/3020-3635.3.75Palavras-chave:
Mitos alimentares, nutrição, desinformação, cultura alimentar, Dieta mediterrâneaResumo
Este artigo apresenta uma série de mitos alimentares. Alguns são do passado, característicos das sociedades pré-industriais. São histórias maravilhosas ou fantásticas, de acordo com os significados da mitologia clássica. Outros são do presente, em que a palavra "mito" é usada para indicar um erro ou falsidade que deve ser corrigido ou refutado. Este artigo tem como objetivo explicar as razões dessas diferenças de conteúdo e usos entre mitos alimentares do passado e do presente. Os do passado, dos quais apenas alguns exemplos são oferecidos, referem-se geralmente a soluções para problemas associados à escassez ou ao abastecimento alimentar. Os mitos atuais, abundantes e diversos, geralmente se referem a alimentos atribuídos com características "nutricionais" que são benéficas ou prejudiciais à saúde. Desde a década de 1960, a disponibilidade de todos os tipos de alimentos aumentou consideravelmente. Os problemas alimentares de hoje não são tanto causados pela escassez ou fome, mas sim por doenças causadas pelo excesso ou mau uso dos alimentos. A ciência, posta ao serviço da saúde e do corpo, teria contribuído tanto para banir os deuses e heróis culturais dos mitos clássicos como para a necessidade de combater as falsas alegações que atualmente circulam sobre a alimentação.
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